Certificações Sustentáveis na Construção Civil: O Avanço do Brasil no Cenário Internacional

05 04 23

Certificações sustentáveis na construção civil têm se tornado cada vez mais relevantes, à medida que as preocupações ambientais e sociais crescem no mundo todo.

Além de ajudar a reduzir o impacto ambiental das edificações, esses selos também garantem maior qualidade de vida para as pessoas que as ocupam. Dentre as diversas certificações disponíveis no mercado, destacam-se a LEED, BREEAM, WELL Building Standard, Fitwel, EDGE, Living Building Challenge e Green Star. Essas certificações avaliam aspectos como eficiência energética, gestão de resíduos, qualidade do ar interno, saúde e bem-estar dos ocupantes, entre outros.

No Brasil, a adoção de certificações sustentáveis tem crescido nos últimos anos, especialmente em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, onde a demanda por edifícios sustentáveis tem aumentado. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para que a construção civil brasileira esteja totalmente alinhada às práticas sustentáveis.

Neste blog, vamos explorar mais a fundo a importância das certificações sustentáveis na construção civil, suas principais características e como o Brasil está se posicionando em relação a elas.

 

O Brasil dentro desse cenário

No Brasil, as certificações sustentáveis na construção civil têm ganhado cada vez mais espaço, com um aumento significativo na adoção de práticas sustentáveis nos últimos anos. Isso é reflexo tanto da demanda crescente por edifícios mais eficientes e saudáveis, quanto da evolução da legislação ambiental e urbanística.

De acordo com o Green Building Council Brasil, o país já conta com mais de 1.100 edifícios certificados, o que o coloca como o terceiro país do mundo em número de edifícios com certificação LEED, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Além disso, segundo a mesma organização, há cerca de 160 empreendimentos em processo de certificação LEED no país.

No entanto, se comparado a outros países, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer em termos de certificações sustentáveis na construção civil. De acordo com um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Austrália é o país com a maior porcentagem de edifícios certificados (cerca de 1,3% do total de edifícios do país), seguida pelo Canadá (0,5%), Estados Unidos (0,4%) e Reino Unido (0,3%). Já no Brasil, estima-se que menos de 0,1% dos edifícios do país tenham alguma certificação sustentável.

Ainda assim, é importante ressaltar que o Brasil vem avançando em relação às certificações sustentáveis na construção civil. Em 2019, por exemplo, o Green Building Council Brasil lançou a certificação GBC Brasil Zero Energy, que tem como objetivo incentivar a construção de edifícios que produzam mais energia do que consomem. Além disso, o país conta com outras certificações importantes, como a Casa Azul, que incentiva a construção de edifícios residenciais mais sustentáveis.

Apesar de ainda haver muito a ser feito, o Brasil vem se destacando no cenário internacional das certificações sustentáveis na construção civil. À medida que as demandas por edifícios mais eficientes e saudáveis aumentam, espera-se que o país continue avançando em termos de adoção de práticas sustentáveis na construção civil.

 

Principais Certificações Sustentáveis

Existem diversas certificações sustentáveis direcionadas para a construção civil, algumas das mais reconhecidas incluem:

LEED (Leadership in Energy and Environmental Design): desenvolvida pelo U.S. Green Building Council, é uma das mais conhecidas e utilizadas no mundo todo. Ela avalia aspectos como eficiência energética, uso de materiais sustentáveis, qualidade do ar interno, entre outros.

BREEAM (Building Research Establishment Environmental Assessment Method): desenvolvida no Reino Unido, é uma das mais antigas certificações sustentáveis e avalia diversos aspectos ambientais, sociais e econômicos das edificações.

GBC Brasil Casa e Condomínio: desenvolvida pelo Green Building Council Brasil, é voltada para residências unifamiliares e condomínios residenciais. Ela avalia aspectos como eficiência energética, uso de materiais sustentáveis, qualidade do ar interno, entre outros.

AQUA-HQE (Alta Qualidade Ambiental): desenvolvida na França, é uma das mais rigorosas certificações sustentáveis e avalia aspectos como qualidade ambiental interna, eficiência energética, gestão da água, entre outros.

Selo Casa Azul: desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente do Brasil, é voltado para edificações residenciais e avalia aspectos como eficiência energética, uso de materiais sustentáveis, gestão da água, entre outros.

WELL Building Standard: criada pelo International WELL Building Institute, é uma certificação focada na saúde e bem-estar das pessoas que ocupam os edifícios. Ela avalia aspectos como qualidade do ar, iluminação, acústica, nutrição, atividade física, entre outros.

Fitwel: também focada na saúde e bem-estar dos ocupantes dos edifícios, a certificação Fitwel foi criada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). Ela avalia aspectos como acesso a áreas verdes, incentivo à atividade física, disponibilidade de água potável, entre outros.

EDGE (Excellence in Design for Greater Efficiencies): desenvolvida pelo International Finance Corporation (IFC), uma instituição financeira do Banco Mundial, a certificação EDGE avalia a eficiência energética, hídrica e de materiais das edificações.

Living Building Challenge: criada pelo Living Future Institute, é uma das certificações mais rigorosas em termos de sustentabilidade. Ela avalia aspectos como uso de materiais locais e de baixo impacto ambiental, produção de energia renovável, gestão de água, entre outros.

Green Star: desenvolvida na Austrália, a certificação Green Star avalia diversos aspectos ambientais das edificações, como eficiência energética, gestão de resíduos, qualidade ambiental interna, entre outros.

Comments are disabled